Caso de estudo: ACOESTE

Caso de estudo: ACOESTE

Na vossa empresa, quais as grandes fontes de emissões de CO2 e/ou grandes obstáculos à redução de emissões?

As principais fontes de emissão de Co2 na nossa empresa são a electricidade de rede, os combustíveis fósseis no local de trabalho (aquecimento a gás no Inverno + gás natural cozinha) e os combustíveis automóveis (a nossa taxa anual de deslocações de avião é, na generalidade, bastante reduzida, exceptuando talvez as que são feitas a título pessoal). O principal obstáculo, e uma das grandes medidas que perspectivamos para futuro, prende-se com o nível energético do imóvel, que certamente estará longe da certificação tipo A. Principalmente ao nível da capacidade térmica, esta é muito reduzida, pelo que o frio e a humidade no inverno se fazem sentir de forma acentuada, razão pela qual funcionamos com os aquecedores a gás (e também elétricos, ou a óleo) praticamente em permanência. Outra das razões é o custo associado a algumas destas medidas de natureza mais complexa e que conduziriam a efeitos práticos mais prementes , como a instalação de painéis solares, mesmo estando provada a sua rentabiliade futura, mas a um prazo ainda demasiado longo para o estado actual da nossa economia.

Que novas medidas planeiam pôr em prática para reduzir as vossas emissões em 10%? Quais dessas já foram aplicadas?

 Respondo-lhe um pouco ao contrário, começando pela 2ª pergunta - Ao longo dos últimos 2 anos temos tomado, de forma bastante activa, medidas que visam reduzir o nosso volume de consumo em cada um destes factores. Começando pelos que me parecem mais simples, ao nível das deslocações (de carro e avião) procuramos cada vez mais tirar partido das novas tecnologias, que nos permitem que, na actualidade, muitas das reuniões que obrigariam à nossa presença (em Portugal e Estrangeiro), podem agora ser realizadas através de diversas outras formas de comunicação, poupando-nos tempo e dinheiro. Encorajamos, cada vez mais, clientes e fornecedores a adoptar esta forma de contacto e comunicação priveligiada. Ao nível dos fornecimentos, que outrora fazíamos em viatura própria, adoptámos actualmente como política a parceria com transportadores, que também devido ao mercado bastante competitivo, se tornam altamente compensadoras para a nossa empresa. Ao nível do consumo de energia eléctrica, era prática comum um volume elevadíssimo e com gastos despropositados associados. Inicialmente, incidimos sobre a potência contratada, visivelmente desadequada para a dimensão e natureza da nossa empresa. Depois, temos vindo a substituir todas as lâmpadas antigas do edíficio sede, por lâmpadas de baixo consumo (e maior durabilidade), sendo que actualmente diria que 70 a 80% do imóvel estará coberto com este tipo de iluminação. Alterámos a disposição do mobiliário de escritório para tirar maior partido da luz natural , por forma a que a maior parte dos colaboradores não necessitassem, na maior parte do ano, de acender as luzes do seu posto para trabalhar. Por último, temos vindo a substituir, de forma progressiva, todos os electrodomésticos antigos de que disponhamos, por equipamentos novos com certificação energética de tipo A - arca frigorífica, frigoríficos, máquina lavar loiça, etc- apesar dos custos associados à aquisição dos equipamentos, principal razão pela qual optámos por os ir adquirindo de forma faseada, o seu efeito já tem sido amplamente visível ao nível da factura da electricidade, que também por política da empresa, recebemos com valores de contagem exactos (e que poderemos utilizar para efeitos de contabilização nõ nosso projecto associado ao 1010). Por último, pensamos que algo terá que ser feito ao nível da já referida falta de capacidade térmica dos imóveis, face à natureza pouco adequada para a época e práticas da actualidade, nos materiais utilizados na construção do imóvel. No entanto, ponderamos actualmente mudar de edíficio sede, para um outro espaço que nos ofereça melhores condições de conforto e trabalho, e em que este (qualidade térmica) será certamente um factor a ter em conta.